Posição relativa, não julgamento
A estratificação organiza os municípios segundo a posição de seus valores na distribuição de um indicador, em determinado ano.
Como as faixas são formadas
Os pontos de corte correspondem aos percentis 10, 25, 50, 75 e 90. Eles dividem a distribuição nacional em seis faixas: P1 abaixo do percentil 10; P2 entre P10 e P25; P3 entre P25 e P50; P4 entre P50 e P75; P5 entre P75 e P90; e P6 acima do percentil 90.
Os limites dependem do indicador e do ano. Por isso, pertencer à mesma faixa não significa possuir exatamente o mesmo valor.
Como ela apoia comparações
A faixa pode ser utilizada para descrever a posição nacional do município ou para formar um grupo de referência. Nesse segundo uso, municípios situados na mesma faixa de um indicador de contexto são reunidos antes da comparação de outro indicador.
Essa estratégia melhora a comparabilidade em uma dimensão conhecida, mas não torna os municípios idênticos. Porte, território, composição demográfica, disponibilidade dos dados e outros fatores continuam relevantes.
Como interpretar
- P1 a P6 indicam posição relativa na distribuição.
- Uma faixa alta não significa automaticamente resultado melhor.
- Uma faixa baixa não significa automaticamente desempenho pior.
- O significado depende do sentido e da natureza do indicador.
- A estratificação não demonstra causalidade, eficiência ou qualidade da gestão.
Exemplo de leitura
Em um indicador como IDEB, valores mais altos costumam ter interpretação diferente de valores mais altos em abandono escolar. A faixa informa onde o valor está na distribuição; a avaliação substantiva exige conhecer a definição, a unidade, a fonte e o sentido do indicador.